11/09/2008 - 07h03
Sete anos após o 11 de setembro, EUA mantêm ataques ao Afeganistão
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FERNANDO SERPONEda Folha Online
Sete anos depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, o Afeganistão continua a ser duramente bombardeado por forças dos Estados Unidos, que acirraram, mais uma vez, sua busca por Osama bin Laden, líder da rede terrorista Al Qaeda (responsável pelo maior ataque terrorista aos EUA) e por quem a administração George W. Bush oferece US$ 25 milhões.
Veja galeria de imagens do 11 de Setembro
Menos de dois meses após os atentados de 11 de setembro de 2001, os EUA e seus aliados invadiram o país de 32,7 milhões de habitantes para derrubar o regime do grupo radical islâmico Taleban --aliado da rede terrorista Al Qaeda.
Sob o pretexto da "guerra contra o terror", os EUA invadiram também o Iraque, em 2003. O presidente dos EUA, George W. Bush, afirmava que o ex-ditador Saddam Hussein mantinha "armas de destruição em massa" e, assim, concentrou as ações americanas naquele país --as "armas de destruição em massa", porém, nunca foram encontradas.
Rafiq Maqbool/AP
Homem afegão ao lado de militares americanos; EUA e aliados enfrentam resistência violenta do Taleban no Afeganistão
A exemplo do candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, muitos são da opinião de que os EUA, ao se aventurarem no Iraque, perderam de vista o primeiro objetivo --capturar bin Laden, que continua foragido, e o Afeganistão parece se tornar cada vez mais violento e incontrolável.
Os aliados dos EUA se mostram cada vez mais preocupados com a hostilidade em um país onde a resistência à dominação estrangeira vem de longa data e aumenta com o crescente número de civis mortos nos bombardeios das forças internacionais.
"Um dos maiores erros estratégicos que nós tivemos após o 11 de Setembro foi o de não ter concluído nosso trabalho no Afeganistão", afirmou recentemente Obama.
"Vai haver uma diferença em detalhes entre McCain e Obama, mas em termos de conteúdo, de políticas [para o Afeganistão], não haverá muita diferença", disse à Folha Online o canadense Sean Purdy, professor de história dos EUA na Universidade de São Paulo (USP). Pippa Norris, professora de política comparada da Universidade Harvard, partilha da mesma opinião "Ambos estão muito afinados quanto a essa questão."
Purdy diz que a "guerra contra o terror" não teve nenhum êxito até o momento. "A ameaça contra os EUA ainda existe, e essas duas guerras só conseguiram cultivar mais ódio contra os americanos", afirmou o professor. Para Norris, por outro lado, o fato de nenhum outro ataque ter sido realizado nos EUA desde 2001 pode ser visto como um êxito da administração Bush.
Afeganistão
Com a ofensiva da coalizão internacional liderada pelos EUA, o Taleban foi deposto no Afeganistão. Mas o grupo se reorganizou --principalmente no sul do país e nas zonas tribais paquistanesas ao longo de uma fronteira permeável-- e oferece forte e violenta resistência aos militares estrangeiros, enquanto Cabul tem dificuldades para impor a sua autoridade.
Arte Folha Online
Recentemente, a escalada da violência no Afeganistão e a melhora relativa da situação no Iraque abrem caminho para um rearranjo militar americano, uma medida já pretendida pelo Pentágono, que poderá enviar mais 4.500 soldados ao Afeganistão ao término das eleições regionais no fim do ano no Iraque.
Atualmente, há cerca de 70 mil soldados das forças da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e da coalizão internacional "Operation Enduring Freedom" (Operação Liberdade Duradoura), sob comando dos EUA.
"Eles [americanos] vão ter mais problemas no futuro", opina Purdy. O professor observa que nenhum país conseguiu dominar o Afeganistão nos últimos 200 anos. "Nem os franceses e os britânicos no século 19, nem os russos e os norte-americanos nos séculos 20 e 21." "Por isso que os outros países estão retirando tropas do Afeganistão, eles sabem que isso irá se tornar mais um Iraque, mais um esforço norte-americano, e não de uma aliança internacional."
Mudança de foco
Mísseis americanos são lançados quase diariamente sobre os focos de resistência da Al Qaeda e do Taleban nas zonas tribais do Afeganistão, causando grande número de mortes entre os civis. Nesta semana, comandantes militares dos EUA disseram precisar de mais dez mil homens.
Olivier Laban-Mattei - 20.ago.2008/AP
Sarkozy conversa com sobreviventes de emboscada que matou dez franceses
O general Jeffrey Schloesser disse que os reforços são necessários por considerar bastante provável que os talebans armem uma ofensiva nesse inverno (hemisfério norte). O Taleban prepara "ataques espetaculares" e vai tentar "diminuir a determinação internacional minando as forças de nossos aliados", afirmou o general.
O almirante Michael Mullen, o mais alto graduado americano, também advertiu para o fortalecimento dos talebans, cujos ataques são "cada vez mais sofisticados". "Não estou convencido de que estamos vencendo no Afeganistão", afirmou Mullen nesta quarta, acrescentando rapidamente: "Estou convencido que podemos."
Enquanto os EUA tentam justificar o reforço na região, aliados já começam a avaliar o ônus de manter homens no país.
Fraidoon Pooya - 23.ago.2008/AP
Garoto afegão observa carro da polícia incendiado em protesto pela morte de um civil em ataque aéreo a Azizabad, Província de Herat
Na quarta-feira (10), o premiê canadense, Stephen Harper, anunciou que irá retirar os militares canadenses do Afeganistão até 2011. O premiê disse que os canadenses não querem manter tropas no país além desse prazo, dizendo que "dez anos de guerra são o suficiente".
Em agosto passado, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, foi ao Afeganistão demonstrar apoio às tropas no país, dias depois de uma emboscada matar dez militares franceses.
Na semana passada, as tropas americanas atacaram por terra um vilarejo fronteiriço, matando 15 civis, de acordo com Islamabad, e arriscando desestabilizar o Paquistão --importante aliado na região e única potência nuclear muçulmana.
Com agências internacionais
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
POLÍTICA
13/02/2009 às 07:10 COMENTÁRIO (0)
Lula mantém tom de campanha para Dilma no NE
Agencia EstadoIndiferente às críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso - que na véspera o acusara de antecipar a campanha ao Palácio do Planalto -, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve o tom de promoção eleitoral da ministra Dilma Rousseff. Em discurso ontem durante uma visita às obras de duplicação da BR-101, no município de Escada (PE), Lula voltou a rasgar elogios à atuação da ministra e atribuiu a ela ?a responsabilidade pelo sonho da duplicação tornar-se realidade?. Horas antes, em Salgueiro (PE), no lançamento da obra de extensão da Ferrovia Transnordestina, o presidente foi mais cauteloso e deixou para dois ministros a incumbência de promover sua candidata predileta à Presidência em 2010.Em Escada, Dilma acenou para os presentes, distribuiu sorrisos e posou para fotos com operários e populares que conseguiram furar o bloqueio da segurança. Ao fim da solenidade, até se atrasou ao atender operários que queriam fotos a seu lado e autógrafos. Lula a aguardava para a foto oficial, ao lado do governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB). O trecho visitado pela comitiva presidencial corresponde ao 7º lote das obras de restauração e duplicação da BR-101, entre Pernambuco e Alagoas. A obra, que tem 43,9 quilômetros de extensão e integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), está orçada em mais de R$ 291 milhões e deverá ser concluída até dezembro.Na solenidade em Salgueiro, coube aos ministros da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, e dos Transportes, Alfredo Nascimento, o papel de cabos eleitorais de Dilma. Em discurso, destacaram a ?ternura? e o ?carinho? da ministra, apresentada como a grande responsável pelas obras do PAC. O evento marcou o início de construção de um trecho de 163 quilômetros da Ferrovia Transnordestina, que vai de Salgueiro a Trindade, em Pernambuco.Em discurso empolgado, Geddel disse que a ministra trata cada projeto do PAC ?da mesma forma que uma mãe deve tratar seu filho: carinhosa e estabelecendo metas?. Logo em seguida, Nascimento fez mais elogios. ?Agradeço sua ternura pela obra que está acontecendo hoje?, disse, ao afirmar que a construção da Transnordestina também é fruto da dureza e determinação da ministra. Ele destacou a ?sorte? do presidente Lula por ter ?descoberto? Dilma. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Lula mantém tom de campanha para Dilma no NE
Agencia EstadoIndiferente às críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso - que na véspera o acusara de antecipar a campanha ao Palácio do Planalto -, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve o tom de promoção eleitoral da ministra Dilma Rousseff. Em discurso ontem durante uma visita às obras de duplicação da BR-101, no município de Escada (PE), Lula voltou a rasgar elogios à atuação da ministra e atribuiu a ela ?a responsabilidade pelo sonho da duplicação tornar-se realidade?. Horas antes, em Salgueiro (PE), no lançamento da obra de extensão da Ferrovia Transnordestina, o presidente foi mais cauteloso e deixou para dois ministros a incumbência de promover sua candidata predileta à Presidência em 2010.Em Escada, Dilma acenou para os presentes, distribuiu sorrisos e posou para fotos com operários e populares que conseguiram furar o bloqueio da segurança. Ao fim da solenidade, até se atrasou ao atender operários que queriam fotos a seu lado e autógrafos. Lula a aguardava para a foto oficial, ao lado do governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB). O trecho visitado pela comitiva presidencial corresponde ao 7º lote das obras de restauração e duplicação da BR-101, entre Pernambuco e Alagoas. A obra, que tem 43,9 quilômetros de extensão e integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), está orçada em mais de R$ 291 milhões e deverá ser concluída até dezembro.Na solenidade em Salgueiro, coube aos ministros da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, e dos Transportes, Alfredo Nascimento, o papel de cabos eleitorais de Dilma. Em discurso, destacaram a ?ternura? e o ?carinho? da ministra, apresentada como a grande responsável pelas obras do PAC. O evento marcou o início de construção de um trecho de 163 quilômetros da Ferrovia Transnordestina, que vai de Salgueiro a Trindade, em Pernambuco.Em discurso empolgado, Geddel disse que a ministra trata cada projeto do PAC ?da mesma forma que uma mãe deve tratar seu filho: carinhosa e estabelecendo metas?. Logo em seguida, Nascimento fez mais elogios. ?Agradeço sua ternura pela obra que está acontecendo hoje?, disse, ao afirmar que a construção da Transnordestina também é fruto da dureza e determinação da ministra. Ele destacou a ?sorte? do presidente Lula por ter ?descoberto? Dilma. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
A Influência da Comunicação de Marketing no Comportamento do Eleitor e Consumidor
INSTITUIÇÃO: Argumento pós - graduaçãoCURSO: Gestão PúblicaDISCIPLINA: Marketing políticoPROFESSOR: Amilton Cupertino
AUTORA: Heliane Carneiro Leão
A INFLÊNCIA DA COMUNICAÇÃO DE MARKETING NO COMPORTAMENTO DO ELEITOR E CONSUMIDOR
Resumo
Este texto propõe-se descortinar a importância e contribuições do marketing. Como também as suas facetas através das relações com a cultura de massa e a nova ambiência midiática (Internet), no mundo globalizado e virtualizante, revelando os aspectos comportamentais dos novos indivíduos (e a sua identidade moderada e pluralista), além de destacar questões da temporalidade, no processo da manipulação cultural da sociedade tanto a de consumo quanto na política, dentro de um cenário de crescimento de internacionalização dos mercados de capitais.
Palavras chaves: marketing, serviço, sociedade, política.
Introdução
O marketing é considerado uma atividade direcionada para a satisfação das necessidades e desejos do cliente. Cuida de todo o processo de criação de um produto ou serviço até a pós-venda. Existem vários tipos de marketing, mas este ensaio destaca o marketing político, o marketing pessoal, o marketing de produtos e o marketing de relacionamento que hoje se faz necessário e é visto como o marketing do futuro porque pode garantir a conquista ou fidelização de um cliente e também de um leitor. O uso do marketing de relacionamento é fundamental para qualquer organização no mundo globalizado, sendo uma filosofia de administração empresarial que ajuda a manter a competitividade no mercado, utiliza-se de tecnologias usando um banco de dados e objetiva a fidelização entre clientes, empresas, eleitores e políticos.
O mundo globalizado tem exigido cada vez mais das empresas que comercializam produtos ou serviços, bem como, os que atuam em outras áreas, como a da política, que devem ter uma atenção maior devido à concorrência acirrada na qual vive a sociedade brasileira e mundial.
No dias atuais existem muitas estratégias, na utilização do marketing político, ou seja, estas estratégias são utilizadas para melhoramento ou exclusão de políticos em suas campanhas. Mas em outros tempos o marketing era feito de outra forma. Durante toda a Idade Média, governantes europeus investiam fortunas em retratos pintados pelos mais importantes artistas da época. O objetivo era, em grande parte, divulgar suas imagens aos súditos em alguns casos, com o mesmo tom de divindade dos faraós egípcios. Um excelente exemplo é o de Luís 14, o Rei Sol. O monarca absolutista, que reinou na França de 1643 a 1715, que se valeu intensamente do marketing das artes para promover um dos reinado mais longo e bem sucedido do mundo.
O marketing político é o fruto de elementos construídos ao longo de vários séculos, e pode ser definido como um conjunto de técnicas e procedimentos cujo objetivo é avaliar aspectos psicológicos do eleitorado, visando embasar estratégias para aumentar a aceitação do candidato junto à população. A intensa utilização dos meios de comunicação pelo marketing político embaça nossa visão e é por isso, que às vezes terminamos por acreditar que ele surgiu apenas com a comunicação de massa do século XXI. Mas a história nos mostra que nada é tão novo quanto parece.
No entanto segundo Figueiredo (1994), o marketing político profissional no Brasil possui uma história mais recente.”(...) o marketing político profissional é um fenômeno recente. (...) Somente a partir das eleições majoritárias de 1982 o marketing político passou a ser utilizado com mais rigor e regularidade nas campanhas eleitorais”.
O ano de 1989 foi muito importante para a historia política do Brasil. Depois de vinte e um anos de ditadura militar e cinco anos de mandato do Presidente Jose Sarney, foi eleito pelo Colégio Eleitoral, o país passou a ter a sua primeira eleição presidencial desde 1962. Milhões de brasileiros estavam, finalmente, tendo a oportunidade de eleger o seu Presidente depois de mais de vinte e cinco anos de ditadura militar. A eleição Presidencial teve inicialmente 23 candidatos, no primeiro turno, que representavam uma grande variedade de tendências e partidos políticos. Neste contexto competitivo, a disputa eleitoral acabou indo para o segundo turno com os dois candidatos mais votados: Fernando Collor de Mello e Luis Inácio Lula da Silva. Mas ainda não foi desta vez que Luiz Inácio Lula da Silva teve vitória.
O período Lula veio para consolidar a hegemonia liberal cuja estruturação política ocorreu no período FHC. O atual Presidente do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva, foi o único candidato presente em todas as campanhas eleitorais à Presidência desde 1989, ano das primeiras eleições diretas desde a reabertura política do país.
Lula quando iniciou sua campanha apresentou propostas de governo que conseguiu credibilidade tanto dos eleitores como de muitos empresários e políticos. No entanto esta credibilidade permitiu a sua Vitória onde já caminha no seu segundo mandato. O governo de Lula é marcado por projetos que em outros momentos foram promessas de campanha eleitoral,tanto no primeiro como no segundo mandato. Os Projetos do governo de Lula (Bolsa Família, Fome Zero, Farmácia Popular, Programa Saúde da Família, aumento do salário mínimo e outros) são reconhecidos mundialmente. Estes Projetos visa combater as desigualdades sociais, crescimento e desenvolvimento do país, e outros. As políticas públicas criadas para reverter o quadro em que o país se encontrava, já deu muita credibilidade ao país e permitiu que investidores tivessem outro olhar do Brasil. Valhe salienta que o presidente Lula assegura manter até 2010 o Programa Bolsa Família. Pobreza e desigualdade são os grandes desafios da sociedade brasileira do século 21.
Outro Projeto do governo e o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), foi lançado janeiro de 2007 e prevê uma série de medidas que buscam acelerar o crescimento, gerando mais emprego e renda e reduzindo as desigualdades regionais. Ao longo dos próximos quatro anos, o PAC prevê investimentos para a infra-estrutura do País. O programa inclui ainda o estímulo ao crédito e ao financiamento, a desoneração de impostos, o aperfeiçoamento da legislação, entre outras medidas fiscais. O lançamento deste plano trouxe novamente à tona a discussão sobre crescimento e desenvolvimento. É importante destacar que crescimento é um aumento quantitativo e desenvolvimento é um aumento qualitativo.
Neste sentido, o PAC buscará atender a necessidade de estímulo ao crescimento e que dependerá dos atores regionais a sua parte em transformar esse estímulo em um impulso ao desenvolvimento, pois, pensar em desenvolvimento é pensar na participação efetiva da sociedade local no planejamento contínuo do crescimento país.
Os Projetos de governo do atual presidente do país tem contribuído para elevar não só o nome do país em todas as esferas, como também, tem permitido o crescimento e desenvolvimento do partido dos trabalhadores. Esta afirmação é devido ao grande número de representantes do povo nas prefeituras, câmaras de deputado federal, estadual, vereadores e outros. Valhe ressaltar que a campanha de Jaques Wagner para governo da Bahia, foi utilizado como base os problemas que a Bahia apresentava que até então encontrava-se oculto, como também o cansaço em que os baianos se encontrava da forma de governo do PFL. Palmeira (2007) afirma que, “A comunicação precisa aproximar a população em termos de informação de direitos. A população se aproximando mais pode interferir no governo. A população está acostumada com a forma autoritária de ACM”. Desta forma o então governador do Estado da Bahia procurou ganhar espaço usando o tema “ A Bahia de Todos Nós” e com esta estratégia de marketing obteve vitória.
A espetacularização da política que vemos hoje, não é tão diferente, por exemplo, do espetáculo do triunfo de Júlio César em sua volta a Roma, em 45 a.C. A propaganda política pintada nos muros guarda similaridade com as inscrições nas pirâmides egípcias, que tratavam primordialmente de temas políticos. Os jingles eleitorais de hoje não são muito diferentes das baladas em homenagem aos governantes da Idade Média. Nos dias atuais ainda há políticos que desfrutam de popularidade um exemplo é o presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, como mostram as pesquisas de opinião pública.
Mas, o que é marketing político?
Almeida (2002), define marketing político como: (...) segmento específico dentro da comunicação mercadológica voltada para o ambiente político que visa estreitar a relação de expectativa de um determinado grupo de pessoas em relação às questões que envolvem seu cotidiano e a materialização da mesma em um candidato a um cargo público no período eleitoral através de suas propostas e projetos.
Os medias sempre desempenharam um papel importante para os agentes políticos, mas a partir da segunda metade do século XX, os meios de comunicação começaram a assumir um papel determinante na condução da atividade política. O serviço de uma consultora de comunicação política foi utilizado pela primeira vez em 1933, nas eleições na Califórnia, esta estratégia também foi usada para chegar às eleições presidenciais de 1952, entre Eisenhower e Stevenson no norte-americano.
Os marqueteiros de Eisenhower entendiam que era necessário criar um novo perfil para o candidato, não o de alguém que apenas colhia as glórias de um passado vitorioso no comando do exército americano na II Guerra Mundial; mas o de um presidente que plantaria as glórias do futuro americano. Esse trabalho se deu, primordialmente, por meio da mídia eletrônica. A estratégia deu certo, Eisenhower foi eleito e depois reeleito, em 1956.
Mas a história do marketing político é muito mais antiga do que nos fazem crer as versões oficiais. Ainda que de maneira menos científica, as raízes do marketing político remontam à antiguidade. Na Grécia antiga, os políticos se dedicavam intensamente à arte da retórica, instrumento fundamental para convencer seus pares e assim fazer valer as suas vontades. Já os faraós do Egito usaram programas de obras públicas para se tornarem mais populares a esfinge de Gizé, por exemplo, construída cerca de três mil anos antes de Cristo, teria sido encomendada pelo faraó Quéfren para mostrar aos egípcios a sua imagem divina.
A Revolução Industrial é um marco para o marketing, e teve o seu conceito evoluído, nos últimos 50 anos. A história do marketing pode ser contada, através de uma série de acontecimentos antropológicos em nossa sociedade de consumo. Saímos da Segunda Guerra Mundial, passamos para a década de 80 e, agora, já estamos no século XXI. Período em que o marketing tem influenciado muito de modo geral em todas as sociedades. (são os camaleões e cangurus que vivem saltando de um ambiente para outro se modificando, tornando-se um novo eu a cada consumo). No entanto o marketing possui poder de interferir nas relações socioculturais, que transformam o sujeito em muitos sujeitos, influenciado, principalmente, pelos grupos sociais.
As campanhas eleitorais mudaram muito nos últimos tempos, atualmente acentua-se determinada tendência: a personalização da política, com candidatos para ganharem importância em detrimento dos partidos que representam (colocando-se a ênfase nos seus traços de caráter, na família e no estilo de vida); a cientifização das campanhas, com os especialistas em marketing político e sondagens para tomarem decisões reservadas aos partidos, pois estes contatos entre os candidatos e os eleitores nas campanhas possuem funções da lógica mediática e tem o intuito de seduzir o eleitor/telespectador, em detrimento da organização de eventos para divulgar os programas eleitorais e debater os problemas públicos enquadrados pelas ideologias partidárias em disputa.
Figueiredo (2000, p. 19) deixa isso claro quando diz que:
(..) com o desenrolar do processo democrático brasileiro, a partir do retorno das eleições diretas na década de 80, a utilização de estratégias mercadológicas do ambiente comercial nas campanhas eleitorais passou a ser de fundamental importância para o alcance da vitória nos pleitos eleitorais. No ambiente das empresas, a utilização de estratégias visando criar um vínculo duradouro com os clientes é uma tendência e regra para garantir vantagem competitiva.
Figueiredo (1994), ainda fala que os candidatos precisam de estratégias, pois, “Fazer marketing político é, portanto, entender o que os eleitores querem em um determinado momento e posicionar seu/sua candidato (a) de acordo com os anseios, as expectativas e as frustrações da população. É preciso fazer isso sem parecer artificial, sem forçar a barra”. A questão do entendimento deve ocorrer diante das estratégias de marketing utilizadas pelos marqueteiros em sua área de atuação.
Estas tendências são comuns nas democracias, apesar das diferenças entre os países em níveis dos sistemas eleitorais, das estruturas de competição partidária, da legislação eleitoral e da cultura política. Esta perspectiva assentava numa teoria de influência externa, encarando a homogeneização como o resultado da dominação cultural americana sobre o mundo.
Os representantes do povo deve estar atento às tendências e mudanças que ocorrem dentro e fora de seu território nacional. O evento de 11 de setembro, que gerou em documentário realmente, transformou-se num marco histórico. Isto porque afetou as relações internacionais e instalou, principalmente nos Estados Unidos, a sensação da vulnerabilidade, mas uma coisa é certa: os EUA, que até então eram uma ilha protegida desse tipo de violência, vendo-a apenas da distância segura da tela do televisor ou por outros meios de comunicação, estão agora diretamente envolvidos,no entanto é preciso
buscar raízes históricas que cercam o acontecimento.
A análise do filme apesar de constituir um novo conceito do acontecimento dentro da complexidade do assunto segue esse percurso: a construção do fato pela maioria dos veículos é pró-ocidente, ou seja, as razões históricas pelas quais um grupo de suicidas praticou as ações de 11 de setembro não foram levadas em conta. No entanto, o presidente dos Estados Unidos concluiu que a solução para aquele problema era a contra partida, ou seja, puniria os responsáveis pelos atos cometidos e o país que os abrigassem. Acredito que não levado em consideração o número de vitimas que estariam envolvidas direta ou indiretamente com aquela guerra.
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As análises feitas após fazer analise do documentário permitiu derrubar por terra uma das hipóteses de algumas manchetes por exemplo, estão construídas dentro de um contrato de leitura proposto pelo veículo, com ênfase nas referências aos agentes da ação, denominados pelos veículos como “terroristas”, e nas vítimas dos Estados Unidos. Outras, contudo, destacaram os efeitos que o ato provocou na América, no mundo e na população norteamericana. No entanto, o documentário foi um auxílio fundamental da teoria semiótica, pois trouxe mais luz às análises já existentes desse acontecimento.
Os textos de Figueiredo, Chollet, Tavares, o documentário Fahrenheit 11 de setembro e discursões em sala foram fundamentais para ampliarem a nossa visão do poder que o marketing possui sobre os indivíduos, como também, suas contribuições e importância em toda as esferas das sociedades. Ficou evidente que o marketing possui um grande poder influenciador.
Figueiredo fala que: A TV muda comportamentos, acentua ou reverte tendências, dita a moda, coloca e tira assuntos da pauta de discussão, constrói e destrói a imagem de empresas e de pessoas, faz um ilustre desconhecido virar personalidade nacional em pouco temo, provoca o sucesso e o fracasso de artistas e políticos”. E isso ficou evidente diante das matérias apresentadas pelos meios de comunicação sobre acontecimentos como o atentado de onze setembro. Depois do documentário de onze de setembro, ficou muitos questionamento. Questionamentos como: O porque daquilo? Quem estava por traz de tudo? Quem foi o verdadeiro responsável daquela tragédia? Aquém beneficiou e beneficia aquela guerra?. Assim como este acontecimentos temos muitos outros que devemos estar atentos a fazermos estes tipos de perguntas.
Os meios de comunicação são poderosos veículos utilizados pelos marqueteiros os mesmos são fundamentais para colocar em ou retirar assunto em pauta como já foi citado antes. Digo isso diante da avaliação que os telespectadores fizeram após assistirem o Filme onze de Setembro. Em minha visão ficou claro que houve um jogo com muitos interesses, como também oportunismos.
Quando voltei a assistir o documentário de onze de setembro, fiz uma viagem no tempo e fiz os alguns questionamentos. Mas nos dias atuais não é muito diferente, muitos países ainda estão em guerra e muito pouco ou quase nada é feito para acabar estes conflitos que estão beneficiando direto ou indiretamente a alguém. Valhe fazermos uma reflexão do porque de certos acontecimentos e a quem está beneficiando ou vai beneficiar.
É possível afirmar que muitas das estruturas e rotinas que dominam o marketing político foram inicialmente testadas nos Estados Unidos. As campanhas eleitorais de Margaret Thatcher foram inspiradas nas de Ronald Reagen, e a campanha eleitoral de Bill Clinton de 1996 inspirou fortemente a estratégia de Tony Blair nas eleições de 1997 uma estrutura de campanha à imagem dos gabinetes de guerra com uma unidade de resposta rápida aos ataques dos adversários e estruturada em grupos de foco diários.
A difusão das estratégias de marketing político no mundo não pode, no entanto, ser atribuída à ação de um único agente. Nesta perspectiva, a atenção foca-se não num único país responsável pela exportação e imposição do seu imaginário social, mas antes num complexo processo de mudanças sociais, como a modernização e a globalização, que se repercutiram, nomeadamente, nos partidos políticos, nos eleitores e nos sistemas de comunicação. Estas transformações provocaram mudanças nas estratégias desenvolvidas pelos partidos para captar a atenção dos públicos, através da adaptação de novos modelos de gestão da informação e da contratação de especialistas para o fazer.
É importante mencionar que o relacionamento entre eleitores e candidato, à medida que se estabelece e frutifica, legitima a posição do eleito como leal representante das aspirações de um grupo da mesma forma que dá aos representados a autenticidade de sua escolha e a segurança da escolha acertada.
Os principais fatores que influenciam o consumo/consumidor/eleitor são: o cultural, o social, o pessoal e o psicológico. O marketing procura conhecer o comportamento do consumidor/eleitor, a partir destes elementos, tendo a cultura como elemento chave dessa reflexão, para então, confirmar ou modificar a cognição do público em relação a uma marca ou candidato. É claro que muitos não dão importância à avaliação cultural como um dos vetores da análise mercadológica. A pesquisa da etnografia do mercado é fundamental, principalmente se a avaliação da cultura, dos hábitos e costumes do mercado levar em consideração que a segmentação não é estática. Compreender a dinâmica da demanda e as suas transformações são essenciais para o desenvolvimento de um plano de marketing mais eficaz. Portanto é capaz de manipular o próprio cliente/eleitor. Quando uma empresa lança o seu produto/marca em uma região, deve entender como o público é (e está), vive (e sobrevive), age (e reage) e pensa.
Na sociedade complexa e globalizada dos dias de hoje, os valores (materiais e não-materiais), crenças, atitudes, comportamentos, signos lingüísticos e temporalidades estão constantemente em modificação. O marketing precisa reavaliar, continuamente, o sujeito (a partir das relações socioculturais), percebendo as áreas de dominação/poder que influência o seu consumo, e transformar a linguagem, criando inclusive novas identidades, através da multiplicidade da subjetividade, a partir dos incontáveis eixos culturais de relacionamento e dos diversos comportamentos de troca/consumo
Por mais que as diferenças sociais e culturais estejam presentes em cada sociedade, o marketing tem condições de influir na cultura (modificando os seus valores), através das relações simbólicas mediadas. A mídia é a estratégia de maior impacto adotada pelo marketing para alcançar e influenciar tudo e todos.
O marketing contemporâneo possui poder de endoculturação capaz de criar mitos, ritos, símbolos, linguagens, modos de vida, consumo e alienação. Quanto mais se utiliza das massas media principalmente a televisão e a Internet. Para entrar na mente das pessoas e manipular o desejo de consumir, maior é a sua influência na cultura e no comportamento da sociedade. O marketing termina onde começa a individualidade.
O tempo constitui um elemento importante na análise de uma cultura.Segundo Kotler, as empresas precisam estar antenadas com as alterações no comportamento da demanda. A análise da segmentação de mercado retira a empresa do foco no produto para o atendimento das necessidades. O marketing deve orientar-se pelo princípio da heurística. Por isso que a pesquisa deve ser um instrumento importante para avaliar, continuamente e mercado. Com a horizontalização da Internet e a sua força na venda de produtos e serviços, assistiremos a uma revolução na subjetividade da demanda, na antropologia do consumo e o surgimento de conflitos culturais, sociais causados pelo ambiente virtual e globalizante da era da pós-modernidade.
Assim sendo, observa-se que cada sociedade tem sua cultura preservada, porém, simbioticamente, ligada às outras. As trocas culturais, segundo Eduardo Neiva, reforçam a identidade cultural de cada povo, mas os leva frontalmente a uma posição de superação cultural, caso as relações sejam desiguais. O que em parte explica o domínio de uma cultura sobre a outra, como por exemplo, a força da cultura americana sobre países que estão sob o controle e a vigilância cultural dos americanos. O fenômeno da colonização cultural acaba aliciando as culturas locais, mas, certamente, a sociedade é regida pelo comportamento de consumo dos seus produtos, fazendo com que as culturas regionais sejam impregnadas pelos valores simbólicos de nações mais fortes economicamente.
O Brasil, por exemplo, incorporou alguns hábitos temporais americanos como assistir televisão durante horas, perder a noção do tempo nos jogos eletrônicos, reservar aquele horário especial no final de semana para saborear os BigMacs, as batatas fritas e os milk shakes com a família.
O marketing é a própria máquina modeladora da sociedade e o seu espírito de consumo, utilizando a comunicação como um instrumento para incutir a idéia de que cada homem é capaz de ser seu próprio meio. O organismo individual está ligado à máquina como parte da sua identidade. Os campos da inteligência artificial, da informática e das ciências cognitivas (absolutamente interligados) constroem o fenômeno do marketing/comunicação, que cria um deus amável e com boa imagem, desejado e esperado como uma resposta, preenchendo vazios no sistema de representação: a mídia onipresente que é a Internet.
O mito já é um fato. A Internet é a metáfora da máquina-universo que correspondem à gênese da unificação do novo espaço midiático e da sua consciência coletivizante, capaz de globalizar desejos, mundializar a cultura e temporalizar o planeta, sincronizado a um mesmo relógio social, através de um inteligente mecanismo: o marketing socio-antropológico, a bandeira da individualização em massa e o espírito da fragmentação da demanda, comunicando para cada indivíduo a sua mutação de identidade, de grupo para grupo, transformando-se, e integrando o universo do consumo, a cultura e a linguagem ao planeta-shopping do ciberespaço.
O marketing surgiu justamente para auxiliar as empresas no momento de transição para o mundo moderno. No presente texto estão alguns tipos de marketing: o político, o pessoal, o de produtos e o de relacionamento, focados no mundo político e o marketing de relacionamento, que é considerado o marketing do futuro.
Bibliografia:
ALMEIDA, Jorge. Markenting político, hegemonia e contra hegemonia. Editora Fundação Perseu Abramo e Editora Xamã, 2002.
FAHRENHEIT, 11 de setembro. Direção: Michael Moore. Gênero: Documentário. Distribuidora: Europa Filmes. Ano: 2004.
FIGUEIREDO, R. O Marketing político: entre a ciência e a falta de razão. In: FIGUEREIDO, R. (Org.). Marketing Político e Persuasão Eleitoral. São Paulo: Fundação Konrad- Adenauer, 2000.
FIGUEREIDO, R. Rubens. O que é Marketing Político. São Paulo: Brasiliense S/A. 1994.
KOTLER, Philip. Marketing para o século XXI: como criar, conquistar e dominar mercados. Trad. Bazán Tecnologia e Lingüística. São Paulo: Futura, 1999._______. Administração de marketing: análise, planejamento, implementação e controle. Trad. Ailton Bonfim Brandão. São Paulo: Atlas, 1991.
GALO, Martins Marcelino Antônio. Novos ventos baianos: caminhos e desafios das forças políticas que governam o Estado. São Paulo: Caros Amigos, 2007.
MAZOYER, Franck. A fábrica do desejo.Le Diplomateque Brasil. Abril 2008, p. 33 a 36.
PACHECO, C.; AZEVEDO, I. e REIS, L. (Organizadores) Voto é Marketing? Segundo seminário de marketing político e eleitoral. Rio de Janeiro: Irradiação Cultural UFRJ Eco Publique, 1998.
PAIVA, B. A. de. A timidez das políticas sociais no governo Lula: quando o fundo do poço tornou-se nossa morada. Disponível em <http://www.ola.cse.ufsc.br >. Acesso em out. 2006.
AUTORA: Heliane Carneiro Leão
A INFLÊNCIA DA COMUNICAÇÃO DE MARKETING NO COMPORTAMENTO DO ELEITOR E CONSUMIDOR
Resumo
Este texto propõe-se descortinar a importância e contribuições do marketing. Como também as suas facetas através das relações com a cultura de massa e a nova ambiência midiática (Internet), no mundo globalizado e virtualizante, revelando os aspectos comportamentais dos novos indivíduos (e a sua identidade moderada e pluralista), além de destacar questões da temporalidade, no processo da manipulação cultural da sociedade tanto a de consumo quanto na política, dentro de um cenário de crescimento de internacionalização dos mercados de capitais.
Palavras chaves: marketing, serviço, sociedade, política.
Introdução
O marketing é considerado uma atividade direcionada para a satisfação das necessidades e desejos do cliente. Cuida de todo o processo de criação de um produto ou serviço até a pós-venda. Existem vários tipos de marketing, mas este ensaio destaca o marketing político, o marketing pessoal, o marketing de produtos e o marketing de relacionamento que hoje se faz necessário e é visto como o marketing do futuro porque pode garantir a conquista ou fidelização de um cliente e também de um leitor. O uso do marketing de relacionamento é fundamental para qualquer organização no mundo globalizado, sendo uma filosofia de administração empresarial que ajuda a manter a competitividade no mercado, utiliza-se de tecnologias usando um banco de dados e objetiva a fidelização entre clientes, empresas, eleitores e políticos.
O mundo globalizado tem exigido cada vez mais das empresas que comercializam produtos ou serviços, bem como, os que atuam em outras áreas, como a da política, que devem ter uma atenção maior devido à concorrência acirrada na qual vive a sociedade brasileira e mundial.
No dias atuais existem muitas estratégias, na utilização do marketing político, ou seja, estas estratégias são utilizadas para melhoramento ou exclusão de políticos em suas campanhas. Mas em outros tempos o marketing era feito de outra forma. Durante toda a Idade Média, governantes europeus investiam fortunas em retratos pintados pelos mais importantes artistas da época. O objetivo era, em grande parte, divulgar suas imagens aos súditos em alguns casos, com o mesmo tom de divindade dos faraós egípcios. Um excelente exemplo é o de Luís 14, o Rei Sol. O monarca absolutista, que reinou na França de 1643 a 1715, que se valeu intensamente do marketing das artes para promover um dos reinado mais longo e bem sucedido do mundo.
O marketing político é o fruto de elementos construídos ao longo de vários séculos, e pode ser definido como um conjunto de técnicas e procedimentos cujo objetivo é avaliar aspectos psicológicos do eleitorado, visando embasar estratégias para aumentar a aceitação do candidato junto à população. A intensa utilização dos meios de comunicação pelo marketing político embaça nossa visão e é por isso, que às vezes terminamos por acreditar que ele surgiu apenas com a comunicação de massa do século XXI. Mas a história nos mostra que nada é tão novo quanto parece.
No entanto segundo Figueiredo (1994), o marketing político profissional no Brasil possui uma história mais recente.”(...) o marketing político profissional é um fenômeno recente. (...) Somente a partir das eleições majoritárias de 1982 o marketing político passou a ser utilizado com mais rigor e regularidade nas campanhas eleitorais”.
O ano de 1989 foi muito importante para a historia política do Brasil. Depois de vinte e um anos de ditadura militar e cinco anos de mandato do Presidente Jose Sarney, foi eleito pelo Colégio Eleitoral, o país passou a ter a sua primeira eleição presidencial desde 1962. Milhões de brasileiros estavam, finalmente, tendo a oportunidade de eleger o seu Presidente depois de mais de vinte e cinco anos de ditadura militar. A eleição Presidencial teve inicialmente 23 candidatos, no primeiro turno, que representavam uma grande variedade de tendências e partidos políticos. Neste contexto competitivo, a disputa eleitoral acabou indo para o segundo turno com os dois candidatos mais votados: Fernando Collor de Mello e Luis Inácio Lula da Silva. Mas ainda não foi desta vez que Luiz Inácio Lula da Silva teve vitória.
O período Lula veio para consolidar a hegemonia liberal cuja estruturação política ocorreu no período FHC. O atual Presidente do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva, foi o único candidato presente em todas as campanhas eleitorais à Presidência desde 1989, ano das primeiras eleições diretas desde a reabertura política do país.
Lula quando iniciou sua campanha apresentou propostas de governo que conseguiu credibilidade tanto dos eleitores como de muitos empresários e políticos. No entanto esta credibilidade permitiu a sua Vitória onde já caminha no seu segundo mandato. O governo de Lula é marcado por projetos que em outros momentos foram promessas de campanha eleitoral,tanto no primeiro como no segundo mandato. Os Projetos do governo de Lula (Bolsa Família, Fome Zero, Farmácia Popular, Programa Saúde da Família, aumento do salário mínimo e outros) são reconhecidos mundialmente. Estes Projetos visa combater as desigualdades sociais, crescimento e desenvolvimento do país, e outros. As políticas públicas criadas para reverter o quadro em que o país se encontrava, já deu muita credibilidade ao país e permitiu que investidores tivessem outro olhar do Brasil. Valhe salienta que o presidente Lula assegura manter até 2010 o Programa Bolsa Família. Pobreza e desigualdade são os grandes desafios da sociedade brasileira do século 21.
Outro Projeto do governo e o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), foi lançado janeiro de 2007 e prevê uma série de medidas que buscam acelerar o crescimento, gerando mais emprego e renda e reduzindo as desigualdades regionais. Ao longo dos próximos quatro anos, o PAC prevê investimentos para a infra-estrutura do País. O programa inclui ainda o estímulo ao crédito e ao financiamento, a desoneração de impostos, o aperfeiçoamento da legislação, entre outras medidas fiscais. O lançamento deste plano trouxe novamente à tona a discussão sobre crescimento e desenvolvimento. É importante destacar que crescimento é um aumento quantitativo e desenvolvimento é um aumento qualitativo.
Neste sentido, o PAC buscará atender a necessidade de estímulo ao crescimento e que dependerá dos atores regionais a sua parte em transformar esse estímulo em um impulso ao desenvolvimento, pois, pensar em desenvolvimento é pensar na participação efetiva da sociedade local no planejamento contínuo do crescimento país.
Os Projetos de governo do atual presidente do país tem contribuído para elevar não só o nome do país em todas as esferas, como também, tem permitido o crescimento e desenvolvimento do partido dos trabalhadores. Esta afirmação é devido ao grande número de representantes do povo nas prefeituras, câmaras de deputado federal, estadual, vereadores e outros. Valhe ressaltar que a campanha de Jaques Wagner para governo da Bahia, foi utilizado como base os problemas que a Bahia apresentava que até então encontrava-se oculto, como também o cansaço em que os baianos se encontrava da forma de governo do PFL. Palmeira (2007) afirma que, “A comunicação precisa aproximar a população em termos de informação de direitos. A população se aproximando mais pode interferir no governo. A população está acostumada com a forma autoritária de ACM”. Desta forma o então governador do Estado da Bahia procurou ganhar espaço usando o tema “ A Bahia de Todos Nós” e com esta estratégia de marketing obteve vitória.
A espetacularização da política que vemos hoje, não é tão diferente, por exemplo, do espetáculo do triunfo de Júlio César em sua volta a Roma, em 45 a.C. A propaganda política pintada nos muros guarda similaridade com as inscrições nas pirâmides egípcias, que tratavam primordialmente de temas políticos. Os jingles eleitorais de hoje não são muito diferentes das baladas em homenagem aos governantes da Idade Média. Nos dias atuais ainda há políticos que desfrutam de popularidade um exemplo é o presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, como mostram as pesquisas de opinião pública.
Mas, o que é marketing político?
Almeida (2002), define marketing político como: (...) segmento específico dentro da comunicação mercadológica voltada para o ambiente político que visa estreitar a relação de expectativa de um determinado grupo de pessoas em relação às questões que envolvem seu cotidiano e a materialização da mesma em um candidato a um cargo público no período eleitoral através de suas propostas e projetos.
Os medias sempre desempenharam um papel importante para os agentes políticos, mas a partir da segunda metade do século XX, os meios de comunicação começaram a assumir um papel determinante na condução da atividade política. O serviço de uma consultora de comunicação política foi utilizado pela primeira vez em 1933, nas eleições na Califórnia, esta estratégia também foi usada para chegar às eleições presidenciais de 1952, entre Eisenhower e Stevenson no norte-americano.
Os marqueteiros de Eisenhower entendiam que era necessário criar um novo perfil para o candidato, não o de alguém que apenas colhia as glórias de um passado vitorioso no comando do exército americano na II Guerra Mundial; mas o de um presidente que plantaria as glórias do futuro americano. Esse trabalho se deu, primordialmente, por meio da mídia eletrônica. A estratégia deu certo, Eisenhower foi eleito e depois reeleito, em 1956.
Mas a história do marketing político é muito mais antiga do que nos fazem crer as versões oficiais. Ainda que de maneira menos científica, as raízes do marketing político remontam à antiguidade. Na Grécia antiga, os políticos se dedicavam intensamente à arte da retórica, instrumento fundamental para convencer seus pares e assim fazer valer as suas vontades. Já os faraós do Egito usaram programas de obras públicas para se tornarem mais populares a esfinge de Gizé, por exemplo, construída cerca de três mil anos antes de Cristo, teria sido encomendada pelo faraó Quéfren para mostrar aos egípcios a sua imagem divina.
A Revolução Industrial é um marco para o marketing, e teve o seu conceito evoluído, nos últimos 50 anos. A história do marketing pode ser contada, através de uma série de acontecimentos antropológicos em nossa sociedade de consumo. Saímos da Segunda Guerra Mundial, passamos para a década de 80 e, agora, já estamos no século XXI. Período em que o marketing tem influenciado muito de modo geral em todas as sociedades. (são os camaleões e cangurus que vivem saltando de um ambiente para outro se modificando, tornando-se um novo eu a cada consumo). No entanto o marketing possui poder de interferir nas relações socioculturais, que transformam o sujeito em muitos sujeitos, influenciado, principalmente, pelos grupos sociais.
As campanhas eleitorais mudaram muito nos últimos tempos, atualmente acentua-se determinada tendência: a personalização da política, com candidatos para ganharem importância em detrimento dos partidos que representam (colocando-se a ênfase nos seus traços de caráter, na família e no estilo de vida); a cientifização das campanhas, com os especialistas em marketing político e sondagens para tomarem decisões reservadas aos partidos, pois estes contatos entre os candidatos e os eleitores nas campanhas possuem funções da lógica mediática e tem o intuito de seduzir o eleitor/telespectador, em detrimento da organização de eventos para divulgar os programas eleitorais e debater os problemas públicos enquadrados pelas ideologias partidárias em disputa.
Figueiredo (2000, p. 19) deixa isso claro quando diz que:
(..) com o desenrolar do processo democrático brasileiro, a partir do retorno das eleições diretas na década de 80, a utilização de estratégias mercadológicas do ambiente comercial nas campanhas eleitorais passou a ser de fundamental importância para o alcance da vitória nos pleitos eleitorais. No ambiente das empresas, a utilização de estratégias visando criar um vínculo duradouro com os clientes é uma tendência e regra para garantir vantagem competitiva.
Figueiredo (1994), ainda fala que os candidatos precisam de estratégias, pois, “Fazer marketing político é, portanto, entender o que os eleitores querem em um determinado momento e posicionar seu/sua candidato (a) de acordo com os anseios, as expectativas e as frustrações da população. É preciso fazer isso sem parecer artificial, sem forçar a barra”. A questão do entendimento deve ocorrer diante das estratégias de marketing utilizadas pelos marqueteiros em sua área de atuação.
Estas tendências são comuns nas democracias, apesar das diferenças entre os países em níveis dos sistemas eleitorais, das estruturas de competição partidária, da legislação eleitoral e da cultura política. Esta perspectiva assentava numa teoria de influência externa, encarando a homogeneização como o resultado da dominação cultural americana sobre o mundo.
Os representantes do povo deve estar atento às tendências e mudanças que ocorrem dentro e fora de seu território nacional. O evento de 11 de setembro, que gerou em documentário realmente, transformou-se num marco histórico. Isto porque afetou as relações internacionais e instalou, principalmente nos Estados Unidos, a sensação da vulnerabilidade, mas uma coisa é certa: os EUA, que até então eram uma ilha protegida desse tipo de violência, vendo-a apenas da distância segura da tela do televisor ou por outros meios de comunicação, estão agora diretamente envolvidos,no entanto é preciso
buscar raízes históricas que cercam o acontecimento.
A análise do filme apesar de constituir um novo conceito do acontecimento dentro da complexidade do assunto segue esse percurso: a construção do fato pela maioria dos veículos é pró-ocidente, ou seja, as razões históricas pelas quais um grupo de suicidas praticou as ações de 11 de setembro não foram levadas em conta. No entanto, o presidente dos Estados Unidos concluiu que a solução para aquele problema era a contra partida, ou seja, puniria os responsáveis pelos atos cometidos e o país que os abrigassem. Acredito que não levado em consideração o número de vitimas que estariam envolvidas direta ou indiretamente com aquela guerra.
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As análises feitas após fazer analise do documentário permitiu derrubar por terra uma das hipóteses de algumas manchetes por exemplo, estão construídas dentro de um contrato de leitura proposto pelo veículo, com ênfase nas referências aos agentes da ação, denominados pelos veículos como “terroristas”, e nas vítimas dos Estados Unidos. Outras, contudo, destacaram os efeitos que o ato provocou na América, no mundo e na população norteamericana. No entanto, o documentário foi um auxílio fundamental da teoria semiótica, pois trouxe mais luz às análises já existentes desse acontecimento.
Os textos de Figueiredo, Chollet, Tavares, o documentário Fahrenheit 11 de setembro e discursões em sala foram fundamentais para ampliarem a nossa visão do poder que o marketing possui sobre os indivíduos, como também, suas contribuições e importância em toda as esferas das sociedades. Ficou evidente que o marketing possui um grande poder influenciador.
Figueiredo fala que: A TV muda comportamentos, acentua ou reverte tendências, dita a moda, coloca e tira assuntos da pauta de discussão, constrói e destrói a imagem de empresas e de pessoas, faz um ilustre desconhecido virar personalidade nacional em pouco temo, provoca o sucesso e o fracasso de artistas e políticos”. E isso ficou evidente diante das matérias apresentadas pelos meios de comunicação sobre acontecimentos como o atentado de onze setembro. Depois do documentário de onze de setembro, ficou muitos questionamento. Questionamentos como: O porque daquilo? Quem estava por traz de tudo? Quem foi o verdadeiro responsável daquela tragédia? Aquém beneficiou e beneficia aquela guerra?. Assim como este acontecimentos temos muitos outros que devemos estar atentos a fazermos estes tipos de perguntas.
Os meios de comunicação são poderosos veículos utilizados pelos marqueteiros os mesmos são fundamentais para colocar em ou retirar assunto em pauta como já foi citado antes. Digo isso diante da avaliação que os telespectadores fizeram após assistirem o Filme onze de Setembro. Em minha visão ficou claro que houve um jogo com muitos interesses, como também oportunismos.
Quando voltei a assistir o documentário de onze de setembro, fiz uma viagem no tempo e fiz os alguns questionamentos. Mas nos dias atuais não é muito diferente, muitos países ainda estão em guerra e muito pouco ou quase nada é feito para acabar estes conflitos que estão beneficiando direto ou indiretamente a alguém. Valhe fazermos uma reflexão do porque de certos acontecimentos e a quem está beneficiando ou vai beneficiar.
É possível afirmar que muitas das estruturas e rotinas que dominam o marketing político foram inicialmente testadas nos Estados Unidos. As campanhas eleitorais de Margaret Thatcher foram inspiradas nas de Ronald Reagen, e a campanha eleitoral de Bill Clinton de 1996 inspirou fortemente a estratégia de Tony Blair nas eleições de 1997 uma estrutura de campanha à imagem dos gabinetes de guerra com uma unidade de resposta rápida aos ataques dos adversários e estruturada em grupos de foco diários.
A difusão das estratégias de marketing político no mundo não pode, no entanto, ser atribuída à ação de um único agente. Nesta perspectiva, a atenção foca-se não num único país responsável pela exportação e imposição do seu imaginário social, mas antes num complexo processo de mudanças sociais, como a modernização e a globalização, que se repercutiram, nomeadamente, nos partidos políticos, nos eleitores e nos sistemas de comunicação. Estas transformações provocaram mudanças nas estratégias desenvolvidas pelos partidos para captar a atenção dos públicos, através da adaptação de novos modelos de gestão da informação e da contratação de especialistas para o fazer.
É importante mencionar que o relacionamento entre eleitores e candidato, à medida que se estabelece e frutifica, legitima a posição do eleito como leal representante das aspirações de um grupo da mesma forma que dá aos representados a autenticidade de sua escolha e a segurança da escolha acertada.
Os principais fatores que influenciam o consumo/consumidor/eleitor são: o cultural, o social, o pessoal e o psicológico. O marketing procura conhecer o comportamento do consumidor/eleitor, a partir destes elementos, tendo a cultura como elemento chave dessa reflexão, para então, confirmar ou modificar a cognição do público em relação a uma marca ou candidato. É claro que muitos não dão importância à avaliação cultural como um dos vetores da análise mercadológica. A pesquisa da etnografia do mercado é fundamental, principalmente se a avaliação da cultura, dos hábitos e costumes do mercado levar em consideração que a segmentação não é estática. Compreender a dinâmica da demanda e as suas transformações são essenciais para o desenvolvimento de um plano de marketing mais eficaz. Portanto é capaz de manipular o próprio cliente/eleitor. Quando uma empresa lança o seu produto/marca em uma região, deve entender como o público é (e está), vive (e sobrevive), age (e reage) e pensa.
Na sociedade complexa e globalizada dos dias de hoje, os valores (materiais e não-materiais), crenças, atitudes, comportamentos, signos lingüísticos e temporalidades estão constantemente em modificação. O marketing precisa reavaliar, continuamente, o sujeito (a partir das relações socioculturais), percebendo as áreas de dominação/poder que influência o seu consumo, e transformar a linguagem, criando inclusive novas identidades, através da multiplicidade da subjetividade, a partir dos incontáveis eixos culturais de relacionamento e dos diversos comportamentos de troca/consumo
Por mais que as diferenças sociais e culturais estejam presentes em cada sociedade, o marketing tem condições de influir na cultura (modificando os seus valores), através das relações simbólicas mediadas. A mídia é a estratégia de maior impacto adotada pelo marketing para alcançar e influenciar tudo e todos.
O marketing contemporâneo possui poder de endoculturação capaz de criar mitos, ritos, símbolos, linguagens, modos de vida, consumo e alienação. Quanto mais se utiliza das massas media principalmente a televisão e a Internet. Para entrar na mente das pessoas e manipular o desejo de consumir, maior é a sua influência na cultura e no comportamento da sociedade. O marketing termina onde começa a individualidade.
O tempo constitui um elemento importante na análise de uma cultura.Segundo Kotler, as empresas precisam estar antenadas com as alterações no comportamento da demanda. A análise da segmentação de mercado retira a empresa do foco no produto para o atendimento das necessidades. O marketing deve orientar-se pelo princípio da heurística. Por isso que a pesquisa deve ser um instrumento importante para avaliar, continuamente e mercado. Com a horizontalização da Internet e a sua força na venda de produtos e serviços, assistiremos a uma revolução na subjetividade da demanda, na antropologia do consumo e o surgimento de conflitos culturais, sociais causados pelo ambiente virtual e globalizante da era da pós-modernidade.
Assim sendo, observa-se que cada sociedade tem sua cultura preservada, porém, simbioticamente, ligada às outras. As trocas culturais, segundo Eduardo Neiva, reforçam a identidade cultural de cada povo, mas os leva frontalmente a uma posição de superação cultural, caso as relações sejam desiguais. O que em parte explica o domínio de uma cultura sobre a outra, como por exemplo, a força da cultura americana sobre países que estão sob o controle e a vigilância cultural dos americanos. O fenômeno da colonização cultural acaba aliciando as culturas locais, mas, certamente, a sociedade é regida pelo comportamento de consumo dos seus produtos, fazendo com que as culturas regionais sejam impregnadas pelos valores simbólicos de nações mais fortes economicamente.
O Brasil, por exemplo, incorporou alguns hábitos temporais americanos como assistir televisão durante horas, perder a noção do tempo nos jogos eletrônicos, reservar aquele horário especial no final de semana para saborear os BigMacs, as batatas fritas e os milk shakes com a família.
O marketing é a própria máquina modeladora da sociedade e o seu espírito de consumo, utilizando a comunicação como um instrumento para incutir a idéia de que cada homem é capaz de ser seu próprio meio. O organismo individual está ligado à máquina como parte da sua identidade. Os campos da inteligência artificial, da informática e das ciências cognitivas (absolutamente interligados) constroem o fenômeno do marketing/comunicação, que cria um deus amável e com boa imagem, desejado e esperado como uma resposta, preenchendo vazios no sistema de representação: a mídia onipresente que é a Internet.
O mito já é um fato. A Internet é a metáfora da máquina-universo que correspondem à gênese da unificação do novo espaço midiático e da sua consciência coletivizante, capaz de globalizar desejos, mundializar a cultura e temporalizar o planeta, sincronizado a um mesmo relógio social, através de um inteligente mecanismo: o marketing socio-antropológico, a bandeira da individualização em massa e o espírito da fragmentação da demanda, comunicando para cada indivíduo a sua mutação de identidade, de grupo para grupo, transformando-se, e integrando o universo do consumo, a cultura e a linguagem ao planeta-shopping do ciberespaço.
O marketing surgiu justamente para auxiliar as empresas no momento de transição para o mundo moderno. No presente texto estão alguns tipos de marketing: o político, o pessoal, o de produtos e o de relacionamento, focados no mundo político e o marketing de relacionamento, que é considerado o marketing do futuro.
Bibliografia:
ALMEIDA, Jorge. Markenting político, hegemonia e contra hegemonia. Editora Fundação Perseu Abramo e Editora Xamã, 2002.
FAHRENHEIT, 11 de setembro. Direção: Michael Moore. Gênero: Documentário. Distribuidora: Europa Filmes. Ano: 2004.
FIGUEIREDO, R. O Marketing político: entre a ciência e a falta de razão. In: FIGUEREIDO, R. (Org.). Marketing Político e Persuasão Eleitoral. São Paulo: Fundação Konrad- Adenauer, 2000.
FIGUEREIDO, R. Rubens. O que é Marketing Político. São Paulo: Brasiliense S/A. 1994.
KOTLER, Philip. Marketing para o século XXI: como criar, conquistar e dominar mercados. Trad. Bazán Tecnologia e Lingüística. São Paulo: Futura, 1999._______. Administração de marketing: análise, planejamento, implementação e controle. Trad. Ailton Bonfim Brandão. São Paulo: Atlas, 1991.
GALO, Martins Marcelino Antônio. Novos ventos baianos: caminhos e desafios das forças políticas que governam o Estado. São Paulo: Caros Amigos, 2007.
MAZOYER, Franck. A fábrica do desejo.Le Diplomateque Brasil. Abril 2008, p. 33 a 36.
PACHECO, C.; AZEVEDO, I. e REIS, L. (Organizadores) Voto é Marketing? Segundo seminário de marketing político e eleitoral. Rio de Janeiro: Irradiação Cultural UFRJ Eco Publique, 1998.
PAIVA, B. A. de. A timidez das políticas sociais no governo Lula: quando o fundo do poço tornou-se nossa morada. Disponível em <http://www.ola.cse.ufsc.br >. Acesso em out. 2006.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
A INFLÊNCIA DA COMUNICAÇÃO DE MARKETING NO COMPORTAMENTO DO ELEITOR E CONSUMIDOR
Resumo
Este texto propõe-se descortinar a importância e contribuições do marketing. Como também as suas facetas através das relações com a cultura de massa e a nova ambiência midiática (Internet), no mundo globalizado e virtualizante, revelando os aspectos comportamentais dos novos indivíduos (e a sua identidade moderada e pluralista), além de destacar questões da temporalidade, no processo da manipulação cultural da sociedade tanto a de consumo quanto na política, dentro de um cenário de crescimento de internacionalização dos mercados de capitais.
Palavras chaves: marketing, serviço, sociedade, política.
Este texto propõe-se descortinar a importância e contribuições do marketing. Como também as suas facetas através das relações com a cultura de massa e a nova ambiência midiática (Internet), no mundo globalizado e virtualizante, revelando os aspectos comportamentais dos novos indivíduos (e a sua identidade moderada e pluralista), além de destacar questões da temporalidade, no processo da manipulação cultural da sociedade tanto a de consumo quanto na política, dentro de um cenário de crescimento de internacionalização dos mercados de capitais.
Palavras chaves: marketing, serviço, sociedade, política.
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